Relato da Elaine

A Clarissa foi muito desejada. 
Sabemos exatamente o momemto da concepção pois fiz um acompanhamento da minha ovulação pelo ultrassom.
Conheço bem o meu corpo a ponto de ter conseguido sentir as contrações da trompa empurrando o embrião em direção ao útero.
Depois dos abomináveis três primeiros meses de muuuuuito enjôo, foi uma gravidez maravilhosa.
Tive uma leve pré eclâmpsia no final do oitavo mês, que só incomodou um pouquinho por causa do edema nas pernas e nos pés.
Fiz Yôga durante boa parte da gravidez e queria muito ter um parto normal.
Uma colega de trabalho me apresentou ao grupo Hanami, que faz partos domiciliares, e eu fui buscar referências na internet.
Fiquei muito emocionada em ver os vários vídeos de partos naturais (alguns na água) e também o site do grupo.
Estava decidida a ter um parto domiciliar planejado na água.
Depois do consultão com as parteiras do grupo Hanami fiquei mais decidida ainda, pois passei a contar com o apoio irrestrito de meu marido.
Saimos de lá confiantes com a nossa decisão.
Só faltava tirar umas dúvidas. A quem recorrer se o parto não transcorresse normalmente? E a coleta de sangue do cordão que não é possivel fazer em parto domiciliar?
Fomos a uma consulta com o Dr. Marcos Leite que se prontificou a nos ajudar caso houvesse necessidade de um parto hospitalar e eu fiz o resto do meu pré natal com ele.
Além disto, ele tirou todas as minhas dúvidas, principalmente com relação à questão da coleta de sangue do cordão. Chegamos a conclusão de que isto não seria importante para nós.
Recebi as enfermeiras obstétricas Iara e Manoela em casa durante as consultas do pré natal e concomitantemente fiz as consultas com o Dr. Marcos Leite que diagnosticou uma leve pré eclâmpsia no final do oitavo mês.
Na ocasião fiquei muito triste e decpcionada pois neste momento ele contra indicou o parto domiciliar por causa da pressão arterial que poderia aumentar.
Decidimos iniciar o trabalho de parto em casa com o acompanhamento das parteiras do Hanami e irmos para o hospital apenas no final.
Dia 28 de março de 2011, na hora do almoço, começaram as contrações rítmicas.
Tive uma consulta este dia com o Marcos que diagnosticou o trabalho de parto e viu que a Clarissa já estava encaixada.
Liguei para a Iara e ela veio para cá me acompanhar.
Durante a noite as contrações se intensificaram muito e ficaram extremamente dolorosas. Meu útero já quase não relaxava, com uma contração em cima da outra.
Tomei muitos banhos relaxantes durante todo o trabalho de parto, a Iara fez bastante massagem e conversamos muito também durante a noite.
Apesar das intensas contrações eu não tinha dilatação nenhuma.
Às 5 horas da manhã a Iara fez mais um toque e disse que ainda não havia progredido nada na dilatação. Eu já estava exausta.
Nesta hora eu chorei muito. Não estava mais aguentando e acahava que não iria mais conseguir um parto normal.
Pedi para a Iara ligar para o Dr. Marcos Leite e falei pra ele que queria uma cesareana. Minha intuição me dizia que tudo o que eu não queria iria acontecer. Uma cesareana seria necessária. Aquela evolução não era normal.
Em 20 minutos encontrei o Marcos na maternidade. Este já estava me esperando e me ajudou até a sair do carro. Que gesto humanizado o dele.
Fui direto para o centro cirúrgico e estava apavorada.
Toda a equipe já estava lá e rapidamente fui anestesiada.
Meu marido superou todo o medo de estar no centro cirúrgico e ficou ali do meu lado.
Em poucos minutos eu ouvi a Iara dizendo: – Elaine, ela é enorrrrrrme.
E logo em seguida aquele chorinho mansinho que iria ouvir muitas vezes ainda.
Depois veio a confirmação do que eu previa.
O Dr. Marcos falou que o parto estava obstruído e a cabecinha dela não estava passando. Por isto eu não tive dilatação.
Ela nasceu um pouquinho suja de mecônio, o que significa que a cesareana foi bem indicada, pois já estava começando a entrar em sofrimento.
Ela pessou 3.925 g. Mediu 51 cm.
O mais bonito de tudo isto foi a autonomia que eu pude ter de tomar todas as decisões no processo, baseadas em minha intuição de mãe.
Esta liberdade é o conceito que tentamos difundir. O respeito às decisões da mãe, que se conecta com algo superior neste momemto tão sublime.
Esta foi a forma que a Clarissa quis nascer.
Apesar de ter sido uma cesareana, passamos pelo trabalho de parto, o que preparou o ambiente hormonal tão importante para mim e para ela.
Logo já estava amamentando e no dia seguinte tivemos alta.
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